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  • Foto do escritorMaqnelson John Deere

Indicadores agronômicos para sucesso no plantio de milho

Atualizado: 4 de fev. de 2023


Você já se perguntou quais indicadores agronômicos são importantes para o sucesso no plantio do milho?


Condições climáticas, janela de plantio, adubação, plantabilidade e qualidade de sementes são alguns dos pontos que precisam de atenção do produtor quando o assunto é plantio de milho. Continue sua leitura e conheça um pouco mais sobre cada um destes pontos importantes para uma safra de sucesso!

No Brasil, a cultura do milho possui destaque quando analisamos a produção das três safras cultivadas em períodos distintos em um país com tamanha extensão territorial. Para a safra 2022/23, a Conab prevê uma produção total de mais de 125 milhões de toneladas, um aumento esperado de 12%, comparando-se à safra 2021/22. Cabe destacar que a Conab projeta um aumento de 3,4% na área plantada e de 8,3% da produtividade do setor.

Quando pensamos em uma cultura com tamanha representatividade no cenário agrícola nacional e internacional, muitos pontos precisam estar “no radar” para serem monitorados durante toda a safra. E alguns indicadores agronômicos são essenciais para o sucesso no plantio do milho que reflete diretamente na produtividade.

No artigo de hoje, traremos alguns destes indicadores que merecem atenção redobrada no momento da semeadura do milho. São eles: qualidade do lote de sementes; espaçamento, densidade populacional; profundidade de semeadura; análise de solo; adubação de base; janela de plantio e condições climáticas.

Qualidade do lote de sementes:

A qualidade de um lote de sementes envolve atributos físicos, genéticos, fisiológicos e sanitários. Sob o aspecto físico , o lote de sementes deve ser livre de material inerte, impurezas e danos mecânicos. Do ponto de vista genético, o lote deve apresentar pureza varietal e a representatividade do seu material genético. O aspecto fisiológico diz respeito à germinação e ao vigor daquele lote de sementes. E sob o aspecto sanitário podemos considerar a sanidade do lote de sementes no que diz respeito à patógenos, por exemplo.

Todos estes 4 aspectos são extremamente importantes quando pensamos na qualidade do lote de sementes que o produtor utilizará em campo. Afinal, a semente é a responsável por levar ao campo todo o potencial genético da lavoura. Por isso, é extremamente importante que o produtor esteja sempre atento à origem e à qualidade das sementes que adquire para sua lavoura.

E após a escolha de uma semente de qualidade, é preciso que o produtor invista em um bom tratamento de sementes (industrial ou on farm). Este tratamento de sementes possibilita que os inseticidas, fungicidas e enraizadores (que podem ser incluídos neste tratamento) sejam capazes de controlar as pragas e doenças iniciais da cultura que possam vir a prejudicar a emergência e desenvolvimento inicial, além de potencializar o enraizamento e estabelecimento da cultura.

Boa plantabilidade:

Outro indicador extremamente importante para o sucesso de uma lavoura de milho é a plantabilidade. Você já ouviu falar sobre este termo?

Plantabilidade é a distribuição das sementes na linha, tanto em profundidade quanto em espaçamento. Portanto, uma boa plantabilidade é aquela onde as sementes são distribuídas de forma uniforme ao longo da linha de semeadura. E este é um indicador extremamente importante, pois sabemos que o plantio é uma fase decisiva da cultura. Se a semente é colocada no solo de forma desuniforme, é um erro que não poderá ser corrigido naquela safra. Portanto, sementes duplas, falhas de plantio e sementes profundas demais são problemas que podem ser evitados quando a plantabilidade é levada em conta de forma criteriosa.

E vale lembrar que em uma cultura como o milho, onde a quantidade de plantas por metro linear é baixa e que não possui efeito compensatório, uma única semente que deixa de ser colocada no solo já representa uma perda significativa em produtividade. Má distribuição de sementes no plantio é sinônimo de prejuízo.

Mas então quais são os indicadores de que a lavoura apresenta uma boa plantabilidade?

Uma boa plantabilidade pode ser identificada pela ausência de falhas, de plantas duplas e de sobreposição de linhas de plantio; e pela profundidade uniforme das sementes.

Mas como acompanhar estes indicadores no momento da semeadura? É preciso sempre estar atento à regulagem da plantadeira, escolha correta de discos e anéis para cada híbrido utilizado, velocidade de semeadura, pressão dos discos de cortes, “botinhas” e/ou rodas compactadoras. E todo este monitoramento pode ser facilitado por meio da agricultura de precisão das plantadeiras e também dos tratores. O acompanhamento em tempo real da deposição da semente em solo otimiza muito o plantio e ainda por cima gera maior segurança na operação.

Janela de plantio e condições climáticas:

Outro fator que interfere diretamente a qualidade e o sucesso do plantio do milho e de toda a safra são as condições climáticas. Sabemos que as condições climáticas têm sido um dos grandes desafios do agricultor. Principalmente quando pensamos em falta ou excesso de chuva e até mesmo a ocorrência de tristes episódios de chuvas de granizo que comprometem a produção, por exemplo.

Mas como podemos nos preparar para situações deste tipo? Sabemos que as condições climáticas não estão sob controle humano, mas as tomadas de decisão a partir delas estão. O produtor pode e deve, por exemplo, respeitar a janela de plantio das culturas para sua região. Afinal, as datas definidas pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), por exemplo, são definidas com base em históricos e estudos de cada região a fim de garantir uma recomendação mais segura do limite de data de semeadura para cada cultura. Desta forma, o produtor pode ter maior segurança plantando dentro desta janela.

O respeito à janela de plantio também traz benefícios no que diz respeito a algumas pragas e seus hábitos migratórios de lavouras mais velhas para lavouras mais novas, como por exemplo, a cigarrinha do milho ( Dalbulus maidis ). O plantio do milho fora da janela, além de poder gerar grandes comprometimentos do ponto de vista agroclimático, pode acarretar em desafios como a migração de pragas e ocorrência de doenças a partir de áreas plantadas precocemente para áreas com plantio tardio.

Além disso, as condições climáticas devem estar sempre entre as informações prioritárias do produtor. Afinal, é a partir delas que vai tomar uma série de decisões. Planto agora? Ou espero mais uns dias? Aplico os defensivos agora ou vai chover daqui a pouco? Sabemos que as previsões não são 100% assertivas, mas podem dar um direcionamento ao produtor nas tomadas de decisão, principalmente a curto prazo.

Análise de solo e adubação de base:

Outro indicador extremamente importante é o acompanhamento da qualidade nutricional da lavoura por meio de análises de solo e de folha. E este acompanhamento deve começar bem antes do plantio. O preparo do solo, que leva em conta também a correção de acidez e o fornecimento de Cálcio, Magnésio e Enxofre (por meio da calagem e gessagem), deve ser um manejo realizado cerca de 90 dias antes da semeadura, com doses de acordo com a necessidade identificada na análise de solo. A partir da correção do solo e reação do calcário e do gesso, outros procedimentos podem ser realizados, também a partir das análises feitas. Os responsáveis devem avaliar junto ao produtor quais adubos devem ser utilizados e em quais dosagens e épocas.

Afinal, o milho, assim como todas as culturas, possui uma marcha de absorção de nutrientes, que começa lá na semeadura e avança no decorrer do ciclo da cultura. Naturalmente, alguns estágios são mais exigentes que outros por determinado nutriente. E somente as análises possibilitarão um diagnóstico assertivo das necessidades de cada talhão. De modo comparativo, o produtor deve entender as análises de solo e foliares como sendo os exames que o médico pede quando ele faz uma consulta. Nada é decidido e nenhum remédio é receitado sem dados dos resultados destes exames, não é mesmo? Assim também deve ser a tomada de decisão na agricultura. Alicerçada em dados confiáveis e minuciosos. E aqui novamente a agricultura de precisão vem beneficiar o produtor. Talhões maiores podem ser divididos em talhões menores com características distintas. A necessidade nutricional de um ponto pode não ser a de outro ponto. E a agricultura de precisão nos permite esta visão estratificada de cada talhão.

Como a tecnologia pode contribuir no plantio do milho?

Entre todos estes indicadores que citamos aqui neste artigo, você pôde observar que a tecnologia pode beneficiar muitos deles, não é mesmo?

A agricultura de precisão possibilita, por exemplo, como comentamos uma visão estratificada dos talhões no que diz respeito ao aspecto químico do solo, permitindo a aplicação em taxa variável, gerando economia e menor desperdício.

Permite ainda um maior controle do processo de semeadura, com máquinas cada vez mais inteligentes, e que possibilitam uma visão ampla, completa e em tempo real da operação de semeadura. Afinal, erros nesta fase precisam ser corrigidos imediatamente após identificados. E a inteligência nos permite essa tomada de decisão rápida.

Além dos aspectos operacionais, a tecnologia ainda facilita e beneficia muito o aspecto gerencial do negócio. O gerenciamento de dados e o acompanhamento, por exemplo, de previsões meteorológicas possibilita ao produtor ter maior segurança em suas ações dentro de cada talhão, sempre em busca de otimizar processos e recursos em uma agricultura cada vez mais inteligente.


Conteúdo: John Deere Conecta

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