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As 8 profissões do futuro no agro. Campo fértil de oportunidades da era digital

Atualizado: Out 19

Estudo aponta novas carreiras ligadas ao agronegócio, todas relacionadas ao avanço da tecnologia nas fazendas.


Você já ouviu falar em técnico em agricultura digital, técnico em agronegócio digital, engenheiro agrônomo digital, agricultor urbano, engenheiro de automação agrícola, cientista de dados agrícola, operador de drone ou designer de máquinas agrícolas? Fique ligado nas oportunidades da era digital. Essas são as oito profissões do futuro no campo.


As novas atividades estão listadas no estudo “Profissões emergentes na era digital: oportunidades e desafios na qualificação profissional para uma recuperação verde”, realizado pela Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), em parceria com Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) por meio do Núcleo de Engenharia Organizacional (NEO).


O estudo comprova o que já é sentido na prática entre a maioria dos produtores do Brasil. A entrada, cada vez mais, da tecnologia no campo traz transformações que exigem novas habilidades. Para esclarecer quais são essas oito novas profissões no agro vamos apresentar uma uma. Confira:


TÉCNICO EM AGRICULTURA DIGITAL: por meio do uso de recursos digitais integrados, as chamadas TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação), esse profissional trabalha dados e softwares a fim de melhorar a produção das fazendas, do plantio à colheita.


ENGENHEIRO AGRÔNOMO DIGITAL: alia o conhecimento e a experiência prática sobre técnicas e procedimentos apropriados para os diversos tipos de cultivo às ferramentas digitais para aumentar a produção com base em novas tecnologias. Isso inclui desde a análise de informações até o uso de avançadas máquinas para plantio, pulverização e colheita.


TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO DIGITAL: agrega os recursos das TICs na execução dos planejamentos para administração, organização e controle das atividades do negócio da agricultura e pecuária. Conhecimento de análise de dados, programação e gestão são essenciais para um rápido e eficiente entendimento do momento do mercado e tomada de decisões.

DESIGNER DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS: trabalha no desenvolvimento de equipamentos com altos níveis de eficiência, funcionalidade, segurança e usabilidade, facilitando a realização de serviços, inspeções entre outras ações cotidianas. A tecnologia une esses três fatores básicos por meio da conectividade, automação e sustentabilidade aliada à produtividade.


CIENTISTA DE DADOS AGRÍCOLAS: utiliza algoritmos de alta precisão para cruzar informações e analisar os melhores cenários para fazenda. Sua atuação estende desde dados essenciais para produção, notadamente a gestão de culturas (gerenciamento do solo e da água, detecção de doenças, qualidade da colheita entre outros), dados estatísticos para avaliação de mercado, auxiliando nas tomadas de decisões.


OPERADOR DE DRONES: os veículos aéreos não tripulados, popularmente, drones, dão asas ao produtor rural. Eles coletam dados sobre plantações, localização de animais, danos causados por problemas climáticos ou doença com agilidade e baixo custo. Para isso, precisam de operadores capacitados e bem treinados para o trabalho no campo.


ENGENHEIRO DE AUTOMAÇÃO AGRÍCOLA: na automação voltada para o agronegócio os processos operacionais de produção agrícola, pecuário e florestal são monitorados e controlados por meio de dispositivos eletrônicos. Conhecimentos sobre sistema de conexão integrados a cada tipo de necessidade do campo são essenciais para esse profissional.


AGRICULTOR URBANO: é responsável por pensar e esquematizar novas formas de incluir o plantio de alimentos em cidades normalmente de médio e grande porte. Pode auxiliar na implantação de hortas orgânicas e estufas, por exemplo. Além de transformar ambientes e melhorar a oferta de produtos de qualidade, as plantações urbanas ajudam no clima e na qualidade do ar.


De acordo com os pesquisadores da Alemanha GIZ e das brasileiras UFRGS e Senai entre as oito carreiras apontadas como o futuro da agronegócio, três despontam como demanda maior e mais urgente. São elas: técnico em agricultura digital, técnico em agronegócio digital e engenheiro agrônomo digital.


Os pesquisadores indicam, que nos próximos dois anos essas oito novas carreiras ligadas à agropecuária serão responsáveis por gerar cerca de 179000 postos de trabalho. É um número animador, mas que carrega outro que pode gerar preocupação: a previsão é de que apenas 32,5 mil profissionais estejam qualificados para atender essa demanda. Trata-se de uma defasagem de 82%.


Com quadro atual, em 10 anos essa defasagem pode cair para 55%. Sem dúvida, uma evolução. Insuficiente, porém, para atender a velocidade do desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Desta forma, produtores, governos e entidades de classe fabricantes de equipamentos e demais envolvidos nessa cadeia produtiva devem se unir para encontrar caminhos de investimento na formação de mão de obra qualificada para o campo.




Por Idaliana Freitas

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