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O futuro é agora: tecnologias para impulsionar o agronegócio



Seja para promover a otimização de processos ou dar vida a novos modelos de negócios, as tecnologias digitais, impulsionadas pela internet de alta velocidade, são necessárias ao avanço do setor.


A internet de alta velocidade promete ter papel relevante na oferta de serviços e infraestrutura e deve incentivar o uso massivo de dispositivos conectados. É o caso dos dispositivos e sensores de internet das coisas (IOT) com comunicação direta com smartphones e aplicativos móbile, instalados no campo e nas unidades de produção, dos drones, estações climáticas, silos inteligentes, sensoriamento de imagem, predição de pragas e doenças, sem falar irrigação inteligente.


Nos próximos quatro anos estima-se que o agronegócio pode ter um acréscimo significativo em suas receitas. Com apenas 23% da área rural coberta com sinal de internet hoje, o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária alcançou R$ 1,21 trilhão em 2021, conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Em um cenário em que seriam instalados 4,4 mil conjuntos de torre – antenas, no prazo de dois anos, para atingir 50% de cobertura, o impacto adicional no VBP seria de R$ 47 bilhões. Já em quatro anos, com 15.182 e dois conjuntos torre – antenas, a conectividade poderia iluminar 80% a 90% da zona rural e adicionar R$ 102 bilhões ao VBP do agro. Essas perspectivas estão no relatório “Cenários e perspectivas para ampliar a conectividade no campo”, organizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Nesse cenário, Renato Seraphim, engenheiro agrônomo graduado pela Unesp de Jaboticabal (SP) e pós - graduado em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), lista tecnologias digitais com potencial para aumentar a competitividade do agronegócio. Confira trechos do artigo publicado no site da AgTech Garage, parceira John Deere.


Veículos Autônomos:

Os veículos de uso no campo sem cabine e sem auxílio de um operador para guiá-lo, já são uma realidade que vem sendo muito bem recebida e utilizada por agricultores dentro e fora do país. Além de proporcionar a realização de operações de maneira uniforme, esses equipamentos também apresentam certa facilidade de uso, que podem ser controlados e programados para exercer atividades por tablets ou smartphones a ser monitorados a todo momento através de satélites.


A largada já foi dada e empresas como a John Deere, que investe milhões de dólares nesses veículos. No combo das soluções que acompanham os veículos autônomos, há também um mar de oportunidades para fornecedores de câmeras e radares, de sistema de gestão de frota, inteligência artificial, monitoramento de cargas, entre muitas outras tecnologias.


Inteligência Artificial (IA):


Robôs que escrevem notícias para jornais, revisam contratos jurídicos e até substituem agrônomos e veterinários em algumas funções também já existem e vão se multiplicar. A inteligência artificial é realidade contextos e tem potencial de impulsionar principalmente os mercados latino-americanos graças a um significativo ganho de eficiência. Segundo o estudo da Accenture Research, o benefício econômico da IA para o Brasil, em termos absolutos pode agregar US$ 432 bilhões ao Valor Agregado Bruto (VAB) em 2035.


De olho nas oportunidades e vantagem competitiva que esta tecnologia gera, 37% das empresas brasileiras estão usando IA em suas estratégias de atendimento, 35% para automação de processos e 28% para segurança, segundo estudo encomendado pela IBM e conduzido pela Morning Consult. No ranking mundial de uso da tecnologia, o Brasil está em 39º em uma lista de 62 países, de acordo com o Insper.


No agronegócio, a inteligência artificial já permite o monitoramento de lavouras por imagem de satélites, a pulverização inteligente, usando tratores, drones e aviões; a geração de estimativas de produtividade mais precisas e a irrigação pensada para acontecer no volume certo na hora certa. No passado, as decisões eram tomadas com a intuição. Hoje, são fruto de análises de dados, muitas vezes feitas por modelos de inteligência artificial.


Realidade Aumentada:

A realidade aumentada nada mais é que a tecnologia que permite aproximar o mundo real das dimensões digitais. Por meio de dispositivos tecnológicos como: smartphones, câmeras e tablets, é possível criar um ambiente real capaz de manipular objetos virtuais para cumprir uma determinada tarefa ou atividade.


Fundada em 2016 nos Estados Unidos, a Startup Plant Vision, que integra o grupo Huxley Techonogies Inc, que permite que a IA E RA trabalhem em conjunto para otimizar sistemas de cultivo inteligentes, economizando água, recursos naturais e químicos.


Por meio de câmeras multiespectrais de celular a empresa vê o que está se passando dentro das plantas. A ideia é que o produtor possa antecipar a identificação de doenças e diminuir seu tempo de resposta, aumentando a eficiência dos tratamentos e a produtividade em geral.


Metaverso:

Por último, mas não menos importante, o “metaverso”. A terminologia designa o universo virtual 3D em que as pessoas interagem entre si representadas por avatares. Depois da criação da holding Meta, que tem no seu chapéu o Facebook, esse conceito popularizou no mercado. Mas, muito antes, os videogames já antecipavam a tendência, produzindo experiências num ambiente virtual a partir do uso de óculos 3D.


Engenheiro agrônomo e almejante a jogador de futebol, que treinou no XV de Piracicaba, Fernando Godoy é um dos nomes de destaque no segmento no país. Em 2012, ele fundou a Flex Interativa, empresa de soluções imersiva, que em 2021 redirecionou seu foco para criar o primeiro meta verso 100% brasileiro com soluções para a educação.


No Flex Universe, a gamificação somada a videoconferências são ferramentas para promover o aprendizado. Para usar a tecnologia da Flex Interativa, não é necessário ter óculos de realidade virtual, só um celular. No futuro, segundo entrevista que Godoy concedeu ao projeto Draft, o metaverso brasileiro deve chegar ainda aos computadores tradicionais.


Seguindo a linha de usar o metaverso para fomentar a educação, os usos no agro são múltiplos, incluindo treinamentos para aplicação de defensivo, simulação de operação de máquinas agrícolas, prestação de assistência técnica e extensão rural.


Pelo menos no mundo em que os games constroem suas próprias fazendas, como o Farming Simulator 22, algumas experiências se tornam realidade. No jogo da suíça Giants Software, o agricultor virtual fica exposto às adversidades do clima, ao ataque de pragas e doenças e aprende a fazer seu planejamento de safra. São mais de 400 máquinas e ferramentas criadas por 100 marcas que existem no mundo real, como a John Deere, gerando imersões no mundo virtual.


Por: Idaliana Freitas

com as informações John Deere Conecta



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