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Mercado de consórcios no Brasil quebra recorde de 60 anos e ultrapassa a marca de 8 milhões



Para quem tem interesse em investir seu dinheiro em consórcios, a hora é agora. O mercado da modalidade bateu recorde pela primeira vez em 60 anos, justamente na época da alta dos juros da taxa Selic. A tendência estipulada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) é uma estratégia para frear a inflação. Dessa forma, os contratos de consórcio se tornam mais atraentes do que os de financiamentos para os consumidores que desejam adquirir bens como automóveis e imóveis.


O número de investidores em consórcios ultrapassou a marca de 8 milhões, segundo dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). Em junho, o setor contabilizou 8,04 milhões de consorciados no Brasil, 9,5% mais do que em 2020.


Algumas instituições financeiras já ajustaram suas taxas para financiamento imobiliário, por exemplo. Como as cotas de consórcio não têm juros, apesar de possuírem taxa de administração, elas não são afetadas pela alta da Selic.


A expectativa do mercado é de que a taxa, que hoje está em 4,25%, chegue a pelo menos 7% até o fim do ano. De acordo com Alexandre Gomes, sócio-diretor da Consorciei, essa tendência de alta dos juros cria boas oportunidades para fechar negócios por meio do consórcio.


“Diferentemente dos juros dos financiamentos, a taxa de administração dos consórcios não tem relação com a Selic. Dessa forma, a atratividade do consórcio aumenta. Além disso, o bem objeto de uma cota de consórcio é geralmente ajustado pela inflação. Isso significa que, se o bem que você deseja ficou mais caro, o seu consórcio também vai valorizar”, afirma o sócio-diretor da fintech que oferece soluções de inovação para esse mercado.

Mesmo sendo uma modalidade antiga para se adquirir um bem ou serviço, os consórcios se encaixam nas tendências atuais de economia compartilhada, principalmente para quem pensa a longo prazo, já que se trata de uma modalidade de aquisição coletiva, em grupos de pessoas com interesses comuns de compra.


Além do consórcio não sofrer reajuste em épocas de juros altos e de ter o bem objeto ajustado em um cenário de inflação, outra vantagem do formato é não exigir nenhum tipo de entrada. Diferentemente dos financiamentos, quando é necessário comprometer um capital inicial, os consórcios são totalmente divididos em parcelas, tornando o processo de adesão mais fácil.




Por: Idaliana Freitas

Conteúdo: Bússola - Revista Exame

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