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Agricultura de precisão aumenta lucratividade em áreas de cultivo ILP


Imagem: John Deere Conecta

Estudo da Embrapa comprovam aumento da lucratividade em áreas de cultivo que adotam o sistema de integração Lavoura-Pecuária.


Por meio do uso de tecnologias de precisão é possível detalhar o impacto dos riscos climáticos até dentro das áreas de cultivo de uma mesma fazenda.


Para isso, um mapa de colheita pode ajudar, identificando as áreas de baixa produtividade e relacionando-as com variáveis climáticas e resultados econômicos ao longo dos anos.


Esse procedimento pode auxiliar na tomada de decisão do produtor, em relação às áreas a serem cultivadas ou não, reduzindo o impacto da baixa umidade no solo. Ampliando essa perspectiva, o conceito de zonas de manejo foi utilizado no estudo para abordar a variabilidade espacial da produção dentro das áreas agrícolas.


Estudo, conduzido por cientistas da Embrapa, deduziu que a utilização de zonas de manejo, definidas com base nos mapas de produtividade de soja, que relacionam a produtividade com a posição geográfica precisa, permite o estabelecimento de um plano estratégico para minimizar os impactos dos anos secos, incluindo a substituição dos cultivos de maior risco.


Mapas de Colheita:

As zonas de manejo foram definidas em função dos mapas de colheita de soja (mapas de produtividade) relativos aos seis anos no interiores, resultando em três zonas, uma zona que sempre foi a mais produtiva, outra com produtividade variável ao longo dos anos e uma terceira, de baixa produtividade.


Lucros do Sistema ILP:

Para a análise comparativa dos sistemas, foi calculado o lucro operacional para as três situações, usando os dados reais do sistema ILP implantado na área e os dados de leitura para o capim - sudão da variedade BRS Estribo. Os resultados mostraram que o sistema com o monocultivo de soja teve rendimento financeiro insatisfatório em dois dos seis anos avaliados, sendo um deles negativo.


Já o lucro operacional do sistema ILP (soja e azevém), mostrou que a pecuária aumentou os rendimentos, deixando o sistema com resultados sempre positivos nos anos analisados. O terceiro sistema, com soja/capim - sudão e azevém, mostrou uma melhora perceptível de cerca de 24% em relação ao segundo sistema ILP no período mais seco, mostrando rendimentos similares ao segundo sistema ILP nos demais anos.


O impacto positivo do sistema ILP com soja e capim - sudão, durante o verão e azevém, no período frio, se dá pela substituição do cultivo de soja na zona de manejo de baixa produtividade, pelo capim - sudão que no caso de estudo representava 13% da área total.


Conforme o pesquisador da Embrapa meio ambiente Marcos Neves,” a utilização da estratégia de plantar o capim - sudão na zona de baixa produtividade funciona como um seguro contra os impactos financeiros negativos nos anos mais secos. Estratégias mais elaboradas podem ser definidos em função de previsões meteorológicas confiáveis para os próximos meses, onde a escolha do que plantar e em qual zona, pode variar em função desta previsão”, acredita ele.

O Estudo:

Os experimentos foram conduzidos na Embrapa Pecuária Sul, Bagé, Rio Grande do Sul em 13 hectares, cultivados com soja durante o verão e pastagem de azevém durante o inverno, numa área anteriormente tomada pela planta invasora capim-annoni. Ao longo dos anos a área tem sido monitorada por meio de equipamentos embarcados com GPS e sensores que permitem analisar a produtividade em cada ponto.


Com isso traça-se o mapa onde é possível identificar a variabilidade da produtividade e relacioná-la com as características de solo e clima nos diferentes anos o monitoramento do sistema com o acompanhamento dos custos e rendimentos é realizado desde 2011 e está incluído na rede de pesquisa de agricultura de precisão.


Por: Idaliana Freitas

com as informações John Deere Conecta


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